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quinta-feira, 11 de junho de 2015

LEITURAS DE ABRIL NO AEMC


A atividade Leituras de Abril – A História do 25 de Abril por Detrás da Estória resultou de uma articulação entre as bibliotecas escolares e os professores titulares da disciplina de História do 9º ano de escolaridade e foi desenvolvida em finais de abril e durante o mês de maio.



Tendo como ponto de partida a obra Era uma vez um cravo, de José Jorge Letria, pretendeu-se mostrar como a literatura, neste caso a poesia, se apropria dos acontecimentos históricos e os transfigura, com vista a encontrar-lhes mais facilmente o seu sentido profundo. 

Aliando a animação da leitura aos conteúdos curriculares, professora bibliotecária e professor titular abriram o caminho aos alunos para estes interrogarem o poema Era uma vez um cravo e possibilitar-lhes a desconstrução da História por detrás da estória do 25 de Abril. Assim, os alunos foram percorrendo o caminho da revolução que permitiu aos portugueses abraçar o êthos democrático. 



Cientes da importância que têm as conquistas de Abril e, ainda mais, da urgente necessidade de uma luta constante para as manter, os professores envolvidos não hesitaram em apelar aos jovens discentes para a consciencialização dessa necessidade e para o valor da assunção de uma cidadania plena, com vista a defender “as portas que Abril abriu”.



Os textos que a seguir se apresentam resultaram de um desafio feito às turmas, após os alunos pronunciarem várias palavras que rimam, quer fónica, quer semanticamente, com liberdade. 

Alice Alves e Maria José Vale Professoras Bibliotecárias





Leituras de Abril – a História do 25 de abril

quinta-feira, 30 de abril de 2015

COMEMORAÇÕES DO 25 DE ABRIL NO AEMC - 2015

Mais uma vez, o Grupo Disciplinar de História não deixou passar em branco um dia tão importante na nossa História, celebrando O DIA DA LIBERDADE com diversas atividades.

Deixamos aqui alguns exemplos dessas iniciativas, para que possamos dizer "25 de Abril SEMPRE!".



***
Os alunos do 6º ano tiveram oportunidade de vivenciar o 25 de abril em fotografias, filmes, música e poemas. Comemorando este importante acontecimento da História do nosso país, as turmas do 6º A e do 6º B partilham alguns dos momentos ligados às atividades realizadas em contexto de sala de aula:

- BANDA DESENHADA, pelos alunos do 6º :


- GRÂNDOLA VILA MORENA, pelos alunos do 6º B:

segunda-feira, 20 de abril de 2015

EXPOSIÇÃO E DEBATE "25 DE ABRIL: ONTEM E HOJE - EVOCAÇÃO, MEMÓRIA E LUTA"

EXPOSIÇÃO E DEBATE
"25 DE ABRIL: ONTEM E HOJE - EVOCAÇÃO, MEMÓRIA E LUTA"
- de 22 a 29 de Abril

Comemorar Abril, lembrando as suas conquistas e o passado com que rompeu

No âmbito das Comemorações Populares do 41º Aniversário do 25 de Abril em Coimbra, o SPRC, com o apoio da Escola Secundária Jaime Cortesão, levará à apresentação pública a Exposição "25 de Abril: ontem e hoje - evocação, memória e luta", de 22 a 29 de Abril, cuja concepção é da União dos Resistentes Anti-fascistas Portugueses (URAP). Incorporando a exposição e as comemorações, realizar-se-á um debate no dia 23 de Abril, às 10h30, com António Vilarigues, resistente anti-fascista e membro da URAP.

No dia 22 de Abril, pelas 10h00, proceder-se-á à inauguração desta Exposição, coincidindo no dia em que o SPRC comemora o seu 33º Aniversário. Na ocasião, a coordenadora adjunta do SPRC, Anabela Sotaia, intervirá para a apresentar e para fazer a evocação desta importante data para os professores e investigadores portugueses da região centro.


terça-feira, 31 de março de 2015

SPRC/FENPROF E ATENEU DE COIMBRA PROMOVEM CONCURSO LITERÁRIO 2015

Integrado nas comemorações do 25 de Abril e dos 75.º aniversário do Ateneu de Coimbra e 33.º aniversário do Sindicato dos Professores da Região Centro, estas duas associações de intervenção cultural, cívica e social decidiram conjugar vontades e organizar um Concurso Literário, na modalidade de Contos, com tema livre, o qual decorrerá até 1 de Outubro do corrente ano.

Pretendem estas organizações partilhar estes três momentos centrais da sua história com todos quantos, participando nesta iniciativa, queiram dar asas à sua criatividade e enriquecer o património cultural da região e destas duas instituições.

Este concurso terá tema livre e pretende-se que atinja uma qualidade apreciável que justifique o prémio que será atribuído aos dois primeiros classificados – a edição em livro pela "Lápis de Memórias", que se associou a este projecto.

Os trabalhos a concurso deverão ser inéditos e originais, podendo ser apresentados em prosa e poesia. O Júri será constituído por cinco elementos e a sua identificação será posterior e oportunamente divulgada.

A divulgação pública dos vencedores será feita até 30 de Novembro e quer o Ateneu de Coimbra, quer o Sindicato dos Professores da Região Centro, admitem extra publicação em livro, a edição de alguns dos contos a concurso nas suas edições próprias.

REGULAMENTO



Para mais informações as entidades organizadoras agradecem o contacto com Luís Lobo (916144988) A Organização: SPRC-8699.15

quarta-feira, 30 de abril de 2014

40 ANOS DE UMA REVOLUÇÃO - 25 DE ABRIL DE 1974

A Escola José Falcão do Agrupamento de Escolas de Miranda do Corvo coloriu-se para as cerimónias evocativas do 25 de abril de 1974, integrada nas comemorações promovidas pelo Município de Miranda do Corvo.
AlunosCEDiretormod 
As cerimónias tiveram início com a extraordinária interpretação pelo aluno Rodrigo Marinheira da canção: "E Depois do Adeus", a qual serviu de primeira senha à revolução de 25 de Abril de 1974, seguindo-se o içar da bandeira portuguesa com a entoação do Hino Nacional pelos alunos do grupo coral do Centro Educativo.

De seguida, o Presidente da Câmara Municipal, Dr. Miguel Batista, inaugurou a exposição: "O Fascismo e o 25 de Abril – Anatomia de uma revolução", onde é possível apreciar aspetos relacionados com as circunstâncias de vida no período da ditadura, vivenciar pelas imagens de jornais e revistas os acontecimentos do 25 de abril e os tempos que se seguiram. Encontram-se igualmente expostas ao público as insígnias e a espada do herói de Abril, Major-General Monteiro Valente, que será sempre um dos "amigos do Agrupamento", pese o fato de já não se encontrar entre nós.

AlunosCEA organização do evento, que esteve a cargo do Grupo Disciplinar de História em coadjuvação com os alunos do 12º ano, promoveu ainda uma palestra que contou com vários oradores, destacando-se a Drª Maria Teresa Osório, professora que foi ainda presidente do conselho diretivo da Escola José Falcão, a qual abordou aspetos da vida de uma professora em tempo de ditadura, do Dr. Adelino Castro, editor, o qual destacou o impato da censura na vida de um editor, do Dr. Jorge Seabra, membro do P.C.P. e ex-preso político, que dissertou sobre a perseguição na vida de um membro do Partido Comunista Português e do Dr. José Neves, ex-combatente da guerra colonial que abordou a problemática da guerra colonial na vida de um jovem. O período de intervenções foi concluído com a enérgica intervenção do cidadão José Dias, na abordagem a aspetos da clandestinidade e os choques que sofreu no âmbito do período em que foi exilado político.

Ao som do saxofone de Ana Teresa Castilho, aluna do 12º ano, um auditório repleto entoou a cantiga: "Grândola Vila Morena", coroando as cerimónias comemorativas do 25 de abril de 1974.

domingo, 5 de maio de 2013

Comemorações do 25 de abril na Escola José Falcão de Miranda do Corvo

Comemorações do 25 de abril 

O Agrupamento de Escolas de Miranda do Corvo comemorou o 25 de Abril com o hastear da bandeira e a entoação do hino nacional por parte dos alunos do 1º ciclo, de manhã, contando com a participação do diretor, José Manuel Simões, que proferiu um discurso realçando a importância desta data. A organização coube ao Grupo disciplinar de História que convidou o editor Adelino Castro e o médico Jorge Seabra, ambos combatentes anti-fascistas, para o debate sobre o tema da censura no Estado Novo, que decorreu a partir das 15 horas no auditório da Escola José Falcão.


Depois da explicação do que foi a Pide/DGS, por dois alunos do 12º ano, Adelino Castro leu um texto inédito sobre a experiência vívida de um resistente ao regime de Salazar, contada na primeira pessoa, falando de um outro país. Do país dos bairros de lata, da elevada mortalidade infantil, da miséria, da repressão, da guerra colonial, da morte da Catarina Eufémia. “Lembro-me desse Portugal e da festa da revolução”. A concluir o editor referiu que “é necessário lutar contra as opiniões únicas, fazer um novo exercício de liberdade e de opções novas, a minha geração não passou o testemunho à geração que hoje nos governa, esse papel histórico ficou por fazer e é a vossa geração que tem de o cumprir.”


Jorge Seabra, tomando como referência a sua própria vida, apresentou a sua sala da escola primária, com a grande foto de Salazar como salvador da pátria, e a foto da sua classe onde muitos meninos estavam descalços, o livro da 1ª classe com a saudação nazi, a exaltação da alegria no trabalho, a defesa dos grandes patrões, a mentira da propaganda, “tudo a bem da nação”.


 “Aquele era um país atrasado, com medo de tudo, e tão próximos que esses medos estão novamente, os donos de Portugal são os mesmos de hoje: família Espírito Santo, família Mello, família Pereira”.


Viveu o momento em que a Pide irrompeu em sua casa e prendeu o pai, Armando Sucena Seabra, a guerra colonial, a Primavera Marcelista e em 66 era estudante em Coimbra e morava na República do Quim dos Sobas, participou na crise estudantil de 69 e viu os seus amigos serem presos e levados para Peniche, como António Garcia Neto, ou Gilberto Saraiva de Carvalho para o Tarrafal. Até que chegou a sua vez foi para Caxias onde esteve cerca de vinte dias em isolamento, para além de ter sofrido a tortura do sono durante quatro. Mas a luta continuou e deu-se o 25 de abril e a democracia mudou a imagem do país, dando mais dez anos de esperança média de vida aos portugueses. “Mas há quem queira apagar Abril, proibir as greves a bem da nação, castigar, incutir medos. Dois milhões e meio de pessoas trabalham ao sábado, dois milhões de pobres, o terceiro país da UE com maior desigualdade entre ricos e pobres, e dizem-nos sempre que não há alternativa, mas há, sejam solidários, críticos, não tenham preconceito de mudar e defendam os vossos direitos.” Esta foi a mensagem final deixada por Jorge Seabra.


Seguiu-se uma comovida homenagem ao General Augusto José Monteiro Valente, recentemente falecido, com a viúva Alice Valente lendo um texto do marido sobre a morte, que a todos fez correr as lágrimas.

“Recordamos o homem íntegro, amigo dedicado. O militar de Abril sempre disponível para defender a Liberdade e a Democracia. Obrigada amigo e até sempre!!”




sábado, 27 de abril de 2013

25 DE ABRIL NA JOSÉ FALCÃO DE MIRANDA DO CORVO

No dia 26 de Abril celebrou-se na nossa escola a Revolução dos Cravos, evento organizado pela professora Anabela Monteiro e pela turma C do12º ano, com a colaboração do Grupo Disciplinar de História e do clube de História e Geografia. 

Na parte da manhã hasteou-se a bandeira, entoou-se Grândola Vila Morena de Zeca Afonso e houve uma exposição no átrio da escola.

Na parte da tarde, realizou-se uma palestra sobre o 25 de Abril, a PIDE e a censura. Esta palestra foi introduzida por um pequeno trabalho realizado pelo 12º C, sob orientação da professora Anabela Monteiro. 

De seguida, o editor e ex-combatente Adelino Castro partilhou as suas memórias de juventude, antes da Revolução. Esta partilha, para além de ajudar todos os jovens presentes a compreender melhor o que foi o período do Estado Novo, fez-nos perceber o quão importante foi o 25 de Abril de 1974. 

A tarde continuou enriquecedora, com outra experiência pessoal, desta vez do Dr. Jorge Seabra. Este médico e ex-prisioneiro político mostrou-nos imagens exclusivas e inéditas sobre a sua vivência da Revolução e da luta que foi precisa para hoje termos coisas que tomamos como garantidas desde sempre – a liberdade. O dr. Seabra apelou-nos a não desistir e a lutar por aquilo que queremos face à situação do país. 

Como não podia deixar de ser, prestámos homenagem a um grande amigo da escola e a uma grande personalidade do 25 de Abril, que infelizmente já não está connosco, mas que estará sempre na nossa memória: General Monteiro Valente. Agradecemos também a presença da Dra. Alice Monteiro: bem haja, pelas suas palavras e pela sua coragem.

Obrigada pela vossa disponibilidade!

Reportagem da aluna: Beatriz Sousa, 11º C
  

EXPOSIÇÃO






PALESTRA
 

terça-feira, 3 de maio de 2011

Comemoração do 25 de Abril na Escola José Falcão de Miranda do Corvo

COMEMORAÇÕES DO 25 DE ABRIL

Como já vem sendo habitual nesta escola, realizou-se no dia 29 de Abril um conjunto de actividades integradas nas comemorações do 25 de Abril. Trata-se de uma iniciativa da Professora Anabela Monteiro, que conta com a colaboração do Grupo Disciplinar de História e de outros elementos da Comunidade Educativa.

A organização do evento, comemorativo dos 37 anos da Revolução dos Cravos, esteve a cargo da Turma do 12º ano do Curso de Humanidades (da referida professora).




O programa iniciou-se a meio da manhã com o hastear da Bandeira Nacional, enquanto os alunos e os presentes cantavam o Hino Nacional.




A comemoração prosseguiu com a actuação de um grupo de alunos que animaram o evento com algumas danças coreografadas de canções de Abril, nomeadamente a conhecida "Grândola Vila Morena".

Para relembrar o espírito e os ideais de Abril, os alunos do 12º ano vestiam t-shirts alusivas com cravos impressos na parte da frente. Nas costas, a frase:
"É importante que não deixemos murchar o cravo que Abril floriu."

A segunda parte do programa, aberto a toda a comunidade, iniciou-se pelas 21 horas, no auditório da escola, onde foram convidados de honra, o General Augusto Monteiro Valente, capitão de Abril, e a conhecida cambatente anti-fascista, Dr.ª Odete Santos.



Os alunos do 12º ano (Turma B) foram os grandes protagonistas da noite, pois foi da sua responsabilidade a apresentação do programa: começaram com a entoação de duas canções de Abril - "E Depois do Adeus", de Paulo de Carvalho, e "Grândola Vila Morena", de José (Zeca) Afonso; seguiu-se o Hino Nacional, cantado por todos. Fizeram, depois, uma breve síntese das causas da Revolução de Abrill e apresentaram os convidados (Biografia do General Monteiro Valente; Biografia de Odete Santos)




O General Monteiro Valente discursou sobre "Os Códigos da Revolução" - os códigos utilizados pelos militares nas transmissões de comunicações durante o movimento revolucionário; prestou também importantes esclarecimentos acerca das causas do desencadear da Revolução.


Numa pequena pausa entre os dois discursos, duas alunas do 5º A declamaram poesia relacionada com o 25 de Abril.


Seguiu-se o discurso da Drª. Odete Santos, subordinado ao tema "Liberdades". De uma forma que cativou o público, Odete Santos falou sobre a opressão no tempo da Ditadura Salazarista, focando a actuação da Censura e da PIDE/DGS, da falta de liberdade de expressão, da discriminação e das diferenças na educação de homens e mulheres. Terminou o seu discurso declamando a parte final do poema "As portas que Abril abriu" (J.C. Ary dos Santos):


E se esse poder um dia
o quiser roubar alguém
não fica na burguesia
volta à barriga da mãe!
Volta à barriga da terra
que em boa hora o pariu
agora ninguém mais cerra
as portas que Abril abriu!

Por insistência do público, não se livrou Odete Santos de declamar o poema "Calçada de Carriche" (António Gedeão), o que lhe valeu uma grande ovação do público, pela expressividade e brilhantismo com que o fez e que a todos muito agradou.

Luísa sobe,
sobe a calçada,
sobe e não pode
que vai cansada.
Sobe, Luísa,
Luísa sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada.
...



Com este evento comemorativo dos 37 anos da Revolução de Abril , o Grupo disciplinar de História e os alunos do 12º B aqui deixam a mensagem: não deixemos murchar o cravo que Abril floriu! Não deixemos ninguém cerrar as portas que Abril Abriu!
Hoje, muito do conseguido foi abandonado... a crise que atravessamos deve levar-nos a reflectir no passado, na libertação da Ditadura, na conquista da liberdade e nos valores de Abril. Em tudo o que de lá para cá conquistámos. Porque, como referiu Odete Santos no seu discurso, os males de hoje não são culpa do 25 de Abril. Há, pois, que reafirmar os valores que nos fizeram avançar há 37 anos e que fizeram de Portugal um país melhor!

GDH